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Low ticket / afiliado (método completo)

Máximo Low Ticket

Ricardo Maxxima · ~45 min

Em uma frase. Low ticket é vender um produto de R$ 37 a R$ 97 no volume que o tráfego pago entrega, seguindo um sistema fechado onde o produto ataca uma ruminação mental, a página converte pela imagem, o criativo segue PRSA e a campanha força a Meta a entregar ROI.

Por que importa. O método é uma receita com números fixos. Cumpridos os pilares na ordem, o resultado deixa de ser sorte e vira consequência. O mantra que costura tudo é "não tem como dar errado": não é bravata, é a leitura de que, com cada peça no lugar, não sobra variável solta pra dar errado.

Nota de termos (transcrição por IA). O áudio trocou algumas palavras. Onde se lê "dominação / aglomeração mental", é Ruminação Mental. "Void 2" é ROI 2. "arquivo de Janssen" é arquivo JSON (template do Elementor). "vender no louco / lobo, viver no raio" é vender no low ticket, viver no high ticket. "Power Action" é o A de Ação do PRSA. Os termos abaixo já estão corrigidos.

1 · A lógica central: vender no low ticket, viver no high ticket

Em uma frase. O low ticket é a porta de entrada, não o destino: a margem por venda é pequena, o dinheiro vem do volume, e esse volume banca a vida de high ticket.

Por que importa. A faixa de R$ 37 a R$ 97 não é aleatória. É a faixa de decisão por impulso, barata o bastante pra pessoa comprar sem pensar duas vezes, sem fricção de decisão. Você não ganha na unidade, ganha na quantidade de vendas que o tráfego pago despeja. Quem tenta cobrar caro perde o impulso; quem entende a lógica escala o volume.

A palestra tem duas metades. A primeira é a lógica (a parte densa, que precisa ser entendida). A segunda, coberta aqui em profundidade, é a prática: formato de página, formato de criativo e formato de campanha. A prática é rápida de aplicar justamente porque a lógica foi assentada antes.


2 · ADS × Afiliado: paga pela chance ou paga pelo resultado

Em uma frase. No ADS você paga pela chance de aparecer (com ou sem venda); no afiliado você paga pelo resultado (comissão só quando a venda acontece).

Por que importa. A diferença muda de quem é o risco. É o que decide se você começa carregando o teste inteiro nas costas ou entrando num produto já validado.

ADS (dono do anúncio)Afiliado
Você paga pora chance de aparecero resultado
Quando o dinheiro saicom ou sem vendacomissão só na venda
Momento do riscoinveste antes de saber se vendeproduto já existe e já foi validado
De quem é o risco do testetodo seudo dono do produto
Encaixe naturalvocê é dono do produtomodelo natural do low ticket

Como aplicar. No ADS puro você banca o teste (o gasto acontece tendo venda ou não). No afiliado você entra num produto que já vende e ganha por conversão. Por isso o afiliado é o caminho natural de quem começa no low ticket sem querer carregar o risco de validar produto do zero.


3 · A régua "você vai precisar": os 8 pilares

Em uma frase. Pra criar um produto low ticket que vende no volume, você vai precisar de 8 itens, e faltando um, o "não tem como dar errado" cai.

Por que importa. É a régua de conferência do método inteiro. Cada pilar é obrigatório. Não é lista de sugestões, é o checklist do que precisa existir antes de subir campanha.

1. Low Ticket de R$ 37 a R$ 97. O preço de decisão por impulso.

2. Produto Fast Food. Consumo e resultado rápidos.

3. Ruminação Mental. O problema que fica martelando na cabeça da persona.

4. Dor da Persona. Uma dor específica e real, que a pessoa reconhece como dela.

5. Finalidade. Um propósito claro do que o produto entrega e pra quem.

6. Página de Venda com UX Design. A força da imagem como conversão.

7. Criativos PRSA. Problema, Rota, Solução, Ação.

8. Tráfego Pago. As estruturas de campanha validadas.

Os pilares 1 a 5 montam o produto. O 6 é a página. O 7 é o criativo. O 8 é a campanha. As seções abaixo abrem cada bloco.


4 · O produto (pilares 1 a 5): anatomia

Em uma frase. O produto low ticket não é só barato: é um casamento de cinco atributos que só funcionam juntos.

Por que importa. Barato sem ruminação mental, sem dor específica e sem finalidade é produto solto que não vende no volume. Os cinco atributos se sustentam um no outro.

  • Preço R$ 37 a R$ 97 (pilar 1). Faixa de compra por impulso, sem fricção de decisão. Fora dela, a lógica de volume muda.
  • Fast Food (pilar 2). Resolve rápido, entrega resultado rápido, consumo imediato. A pessoa compra e usa quase na hora. Nada de produto longo, denso, de digestão lenta.
  • Ruminação Mental (pilar 3). Ataca o pensamento que fica martelando na cabeça da persona, aquilo que ela não consegue parar de pensar. É o gatilho central do produto e da copy.
  • Dor da Persona (pilar 4). Fala com uma dor específica, não genérica. A persona precisa reconhecer a dor como sendo dela.
  • Finalidade (pilar 5). Propósito claro: o que o produto entrega e pra quem. Sem finalidade, vira produto solto.

Exemplo real que vendeu muito: "Desafio Mil Seguidores por Semana". O nome já é a promessa, ataca uma ruminação real (quem quer crescer no Instagram e não cresce), é fast food (um desafio de uma semana) e tem finalidade óbvia.


5 · A página de venda UX Design (pilar 6)

Em uma frase. No low ticket a página não tem vídeo de venda nem VSL: ela força a conversão pelo design, usando a força da imagem.

Por que importa. O formato tradicional de página de produto digital não funciona pra low ticket. A pessoa comprou por impulso, então a página tem que reforçar o impulso na imagem, não travar a pessoa num vídeo longo.

5.1 · Formato antigo (não funciona pra low ticket)

  • Foto do expert no topo.
  • Vídeo de venda / VSL.
  • Botão logo no primeiro bloco.
  • É o formato que todo mundo usa.

5.2 · Página UX Design (funciona)

  • Sem VSL, sem vídeo de venda.
  • Muito mais simples, forçada pelo design.
  • Uma foto conectada por completo com a copy e com a promessa do produto.
  • A força da imagem como conversão.

5.3 · A regra de ouro: foto = conversão

Precisa existir conexão fortíssima entre nome do produto, promessa e imagem. No "Desafio Mil Seguidores por Semana", a promessa "Descubra como fazer mil seguidores por semana" vem colada na foto certa. No produto de tráfego pago, quem vê ROI negativo todos os dias se identifica na hora com a imagem de um ROI negativo virando positivo. A imagem certa faz o público-alvo se reconhecer em segundos.

5.4 · Os 14 blocos e o arquivo modelo

A página é gigante e tem 14 blocos, cada um com uma função definida. Toda página de venda low ticket segue essa estrutura.

Existe um arquivo JSON pronto (template do Elementor) com os 14 blocos já encaixados. O fluxo é: baixar o template, subir no Elementor / WordPress, e a estrutura inteira já está montada. Todo projeto começa por esse arquivo, nunca do zero.


6 · Criativos PRSA (pilar 7)

Em uma frase. PRSA (Problema, Rota, Solução, Ação) é a única estrutura de copy usada no low ticket, tanto para criativo estático quanto para vídeo.

Por que importa. É reprodutível e não erra: começa na dor real da pessoa, mostra que existe saída, entrega o produto como a saída e chama pra agir agora. Mesmo produto, mesma imagem, mesma página: o que muda o jogo é a estrutura da copy.

LetraEtapaO que entra
PProblemaA ruminação mental da persona, o problema que martela na cabeça dela
RRotaO caminho para resolver esse problema
SSoluçãoO seu produto apresentado como a solução
AAçãoChamada para agir agora (o "Power Action")

Como produzir na prática. Peça a qualquer IA (ChatGPT, Claude, qualquer uma): "crie a copy de um produto low ticket seguindo Problema, Rota, Solução e Ação". A IA entende a estrutura e devolve a copy no formato. Serve para estático e para vídeo.

Exemplo ao vivo (produto: cartilha de tráfego pago):

  • P (Problema): "Você sofre com instabilidade no tráfego pago. Um dia você tem ROI, no outro o ROI despenca. Você troca de criativo, mexe na BM, mexe em tudo, e nada faz o produto vender. Você vive sofrendo com instabilidade no tráfego pago."
  • R (Rota): "Mas existem pessoas que passavam pelo mesmo problema e, por usarem as estruturas corretas de campanha, estão forçando a Meta a entregar ROI positivo. Você usa a estrutura certa de campanha que obriga o algoritmo da Meta a entregar ROI de 2 ou mais, com os criativos e a página que você já tem."
  • S (Solução): "Tudo isso eu entrego na cartilha do tráfego pago no low ticket. Ali estão todas as estruturas de campanha para você copiar hoje e colocar no gerenciador de anúncios."
  • A (Ação): "Em vez de ficar rolando o feed vendo o ROI cair e perdendo dinheiro, toca no salvar agora, baixa a cartilha e põe pra rodar. Você vê o ROI subir nos próximos 3 dias."

7 · Tráfego pago: as estruturas de campanha (pilar 8)

Em uma frase. Duas fases: um teste de criativo em ABO pra achar os campeões, e três campanhas de instalação (batizadas) pra escalar os campeões, sempre com público aberto.

Por que importa. É onde estão os números fixos. A estrutura força a Meta a testar e a entregar; o gestor só copia, sobe e concentra a verba onde deu ROI.

7.1 · Teste de criativo (ABO)

  • Estrutura: 1 campanha, cada criativo isolado no seu próprio conjunto (1 conjunto = 1 criativo). Campanha em ABO, público aberto.
  • Verba por conjunto: 45% do valor do produto por dia.
  • Duração: 5 dias, buscando ROI 2.
  • Quantidade: de 3 a 10 criativos nos primeiros 5 dias. Nunca 15. Ex: 10 criativos = 1 campanha com 10 conjuntos, 1 criativo em cada.
  • Saída: ao fim dos 5 dias saem cerca de 4 criativos campeões, que vão para as campanhas de instalação.

7.2 · As 3 campanhas de instalação

Ele dá nome às campanhas de instalação, batizadas por algo que acontecia na vida dele (estava em Gramado, era Natal, duas alunas criaram uma delas). O nome é só organização; o que importa é a estrutura.

CampanhaTipoEstruturaVerba/diaTesteMeta de ROI
B.O. GramadoABO1 conjunto, 4 criativos100% do valor do produto5 diasROI 2 ou mais (quanto maior, melhor)
CBO NatalinaCBO10 conjuntos, 4+ criativosR$ 1.0003 dias1.8 já deixa ele feliz
CBO MeninasCBO10 conjuntos, 4 criativosR$ 600 (R$ 30 mínimo por conjunto no teste)3 diasconcentra a verba no que deu ROI

Detalhe de cada uma:

  • B.O. Gramado (ABO). Os 4 criativos campeões num único conjunto, verba diária de 100% do valor do produto, roda 5 dias mirando ROI 2 ou mais.
  • CBO Natalina (CBO). 10 conjuntos, 4 ou mais criativos, R$ 1.000/dia, público aberto, testa 3 dias. Se bater 1.8, ele já está feliz.
  • CBO Meninas (CBO). 10 conjuntos, 4 criativos, R$ 600/dia, com regra de gasto mínimo obrigatório de R$ 30 por conjunto durante os 3 primeiros dias. Cria a CBO, coloca os 10 conjuntos e os 4 criativos, e ativa a regra que obriga a Meta a gastar no mínimo R$ 30 em cada conjunto. Passados os 3 dias, desativa os conjuntos que não deram ROI e concentra toda a verba nos que deram. O gasto forçado existe pra obrigar a Meta a testar cada cluster de verdade, em vez de despejar a verba num conjunto só que pode não ser o melhor (às vezes por um fator de CTR ou outro secundário ela concentraria no conjunto errado).

7.3 · Escala e cluster pocket

Escala da B.O. Gramado (exemplo, produto de R$ 67):

1. R$ 67/dia por 5 dias (100% do valor do produto).

2. Deu bom, dobra para R$ 134/dia por mais 5 dias.

3. Continuou bom, sobe para R$ 500/dia.

Sobe de 5 em 5 dias enquanto o ROI seguir bom. O teto da estrutura é R$ 500/dia.

Nunca uma campanha só. Ao criar uma B.O. Gramado, ele publica logo cerca de 3 ABOs iguais, no mesmo formato, com os mesmos criativos, buscando clusterização diferente. E duplica a mesma campanha em média de 4 a 6 vezes, caçando o cluster pocket.

Cluster × cluster pocket. O cluster pocket é o cluster que realmente entrega ROI em alto volume, porque atinge CPMs menores, CTR mais alta e uma série de fatores secundários favoráveis. Por isso a mesma campanha é duplicada de 4 a 6 vezes: cada duplicata é uma tentativa de a Meta cair num cluster pocket diferente. Achou o cluster pocket, achou o volume.

7.4 · A cartilha

A "Cartilha do Tráfego Pago" é o PDF com todas as estruturas de campanha validadas dele, pronto para subir no ChatGPT / Cloud e replicar. É de lá que saem os números acima.


8 · Como aplicar (passo a passo)

Ordem exata da régua "você vai precisar", pronta para executar:

1. Definir o produto. Low ticket de R$ 37 a R$ 97, fast food (consumo e resultado rápidos).

2. Achar a ruminação mental. O pensamento que martela na cabeça da persona.

3. Amarrar a dor da persona e a finalidade. Dor específica e reconhecível; propósito claro do que o produto entrega e pra quem.

4. Montar a página UX Design. Baixar o template JSON de 14 blocos, subir no Elementor / WordPress, e casar nome do produto + promessa + foto (foto = conversão, sem VSL).

5. Escrever os criativos em PRSA. Problema (ruminação), Rota, Solução (o produto), Ação. Servem para estático e vídeo. Produzir de 3 a 10.

6. Testar em ABO. 1 criativo por conjunto, público aberto, 45% do valor do produto por dia, 5 dias, buscando ROI 2. Sair com cerca de 4 campeões.

7. Instalar os campeões. Subir B.O. Gramado (ABO, 100% do valor, escala de 5 em 5 dias até R$ 500) e as CBOs (Natalina R$ 1.000 / 3 dias; Meninas R$ 600 / 3 dias com R$ 30 mínimo por conjunto). Publicar múltiplas cópias (cerca de 3 ABOs, duplicar de 4 a 6 vezes) buscando cluster pocket.

8. Otimizar. Cortar conjunto / campanha sem ROI, concentrar a verba no que deu ROI, subir a verba enquanto o ROI seguir bom.


9 · Erros a evitar

  • Cobrar fora da faixa R$ 37 a R$ 97. Perde a compra por impulso, que é o motor do volume.
  • Produto denso, de digestão lenta. Quebra o pilar fast food. O produto tem que resolver e entregar rápido.
  • Página no formato antigo (foto do expert, VSL, botão no primeiro bloco). Não converte no low ticket. É UX Design, foto colada na promessa.
  • Começar a página do zero. Comece sempre pelo template JSON de 14 blocos.
  • Copy fora do PRSA. É a única estrutura usada. Sem Problema (ruminação) na abertura, a pessoa certa não se reconhece.
  • Testar 15 criativos de cara. O teto é 10, o piso é 3. Mais que isso dispersa a verba e o aprendizado.
  • Escalar sem separar teste de instalação. Primeiro isola o criativo em ABO pra achar o campeão; só depois instala e escala.
  • Rodar uma campanha só. Sempre múltiplas cópias buscando cluster pocket; uma campanha única não caça cluster.
  • Deixar a Meta concentrar a verba sozinha na CBO Meninas. Sem a regra de R$ 30 mínimo por conjunto nos 3 dias de teste, ela pode despejar tudo no conjunto errado e você perde o cluster bom.
  • Ultrapassar o teto de R$ 500/dia da estrutura de escala ou subir a verba sem esperar os 5 dias com ROI bom.
Gravação da palestra
Material oficial do palestrante Cartilha Low Ticket (PDF)·GPT · Maxxima Ruminação Mental ↗·Página exemplo (obrigado) ↗